Depois de exatos um mês sem atualizar meu blog, com eu me sentindo um b#$%#& por não ter feito, agora faço uma pequena passagem por aqui demonstrando uma breve visão sobre o que é ser um fotógrafo digital.

Assim como um vestibulando que estuda um ano inteiro para decidir seu destino em um único dia de prova. Eu passei por algo parecido, mas com um trabalho que abrange a responsabilidade enorme para tocar um evento internacional.

Faço parte de uma equipe de programadores, da empresa TKM Solution, que desenvolveu um sistema de gerenciamento no qual eu faço a parte de animações, design e interface. Esse sistema foi usado no evento que ocorreu agora nos dias 8 a 11 de Julho, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Ao mesmo tempo em que todos da empresa ficaram dando auxilio, eu fiquei fotografando e gerenciando uma equipe de fotógrafos e pessoas para vender fotos impressas em tempo real para um povo que, muitas vezes, não falavam nem uma palavra de inglês ou português (russos malditos!).

Em tempos onde câmeras D-SLR estão vindo com filmadoras Full HD e cartões CompactFlash com transmissão via satélite diretamente para o computador. A vida de um fotógrafo está indo cada vez mais para um rumo onde é preciso de um bom jogo de cintura e de várias outras habilidades além das convencionais para o trabalho. Eu digo que: quem é fotógrafo digital, é um caçador... Fazemos muitas coisas ao mesmo tempo para capturar a essência da presa.

Sem mais.

Fiquem com um vídeo resumo do evento... Feito por mim mesmo, uAHEUAheuHE.




Equipe de Fotógrafos:

Jorge Maluf
Joyce Cavichio
Michel Souza
Roberto Pedrão
Vinicius Vitecosqui

Coletânea das fotos pode ser encontrada clicando aqui.


Abraços. ^^




Moro em uma casa velha... Ok, não é uma casa velha, é uma casa antiga. Meu avô a construiu no ano de 1700 e lá vai cacetada, na época em que se compravam terrenos igual hoje compramos bolinhas de gude nas lojas de R$ 1,99. Ao total são quase 400m² que comportam duas casas de até três andares. Temos um belo quintal, um cipreste de 12 metros de altura no da frente e um coqueiro sem cocos no de trás. Tem espaço para redes, churrasco e bebedeiras com os amigos.


Terraço em 1966


Terraço em 2010


Nesse frio da para pegar um banho sol, fazer exercícios olhando a rua e dar algumas voltas fazendo cooper pelo corredor que separa as duas casas... Mas TOMAR BANHO É HORRIÍVEL! O banheiro da casa onde moro está com diversos problemas. Todos suportáveis, menos um: o registro do chuveiro não fecha, além de demorar vinte minutos para esquentar. Mas tomar banho gelado no frio não se compara com um chuveiro que não fecha nunca, mesmo quando, durante o banho, eu olho pra baixo e não consigo enxergar meu "pequenino" de tão encolhido que ele fica.

Nenhum encanador consegue arrumar, alegando que o encanamento da casa é tão antigo que só procurando um profissional nas páginas amarelas da década de 50 daria certo... E o chuveiro jorrando...

Vou eu tentar arrumar e nada, depois vai meu pai, depois outra pessoa até que todo mundo fica com raiva e começa uma avalanche de xingamentos.

É apenas uma solução temporária, ok? Não vai ficar assim para sempre...

Tentativa vai, tentativa vem e eu descobri como dar um fim... Fiquei uns trinta minutos dentro do box, me molhando e tentando fechar, para entender como o quebra galho serviria para cessar o caminho das águas. Desci as escadas e comecei a procurar o artefato que me ajudaria na façanha. Rodei por uns vinte minutos até achar. O pessoal, achando que eu tinha desistido de arrumar o registro, ficou bravo por me ver andando de lá para cá. Se passou mais um tempo sem sucesso na minha caça ao tesouro até que meu pai levanta furioso e sobe para tentar arrumar. Nesse meio tempo eu tive uma ideia: peguei uma vassoura da minha avó e a quebrei em dois, levei o cabo quebrado para cima. Quando meu pai me viu chegando com aquele pedaço de madeira começou a espernear. Passei por sua ira tentando encaixar a madeira no destino da minha ideia. Quando quase quebrei a porta do box, ele ficou mais bravo ainda e arrancou o pedaço de pau da minha mão. Eu o peguei de volta rápido em movimentos ninja gaiden e disse – EU ARRUMO ESSA PORRA! – Instantaneamente consegui encaixar a madeira e o vazamento parou...

Meu pai olhou para mim e, de uma expressão de fúria que só a família Maluf tem, se transformou numa de total orgulho e surpreso.

Eu resolvi o problema com algo super simples que descobri por acaso.

Depois disso tudo eu não consegui parar de rir de felicidade. Sério! Soltei risadas incontroláveis como um bebê de 2 anos de idade.

Qual a moral dessa história?

1. Morar com a família é legal, mas apenas quando o chuveiro de casa funciona.

2. Não subestime suas ideias e nem os pequenos sinais que a vida lhe dá. Ás vezes, uma ideia besta pode ser a solução para o pior dos problemas... Problemas que vão desde um registro que não fecha até o maior desafio que alguém pode encontrar na vida. E todos nós temos isso. Depois que conseguir resolver, ria quem nem um bobo porque é bom demais!


Abraços. ^^

Por favor, aguarde...

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